Sempre fui bom de datas. Nos anos que estive pela Diversidade da Beira Interior, muitas foram as peripécias, casos e forrobodós (nadaa ver com os relatados pelo Bibi!!!), que se realizaram pelo Covil da Lã.
Hoje, recordo aqui, uma personagem deveras interessante: Philippe Xis. Philippe Xis, no longínquo ano do Senhor de 1997 entrou como caloiro de Ciências da Bola na DBI. Vinha ainda com os cueiros e as fraldas agarradas, emanava um cheiro a leite, tão tenra era a sua idade: uns míseros 17 aninhos. Era de facto, um menino, perdido num mundo cheio de riscos e armadilhas.
Com a sua volumosa trunfa encaracolada, posso mesmo afirmar que 1\5 do seu peso era cabelo (que se transformava em 1\4 quando não tomava banho), assentou arraiais num casebre que se denominava por "A Gruta". "A Gruta" era uma bela mansão, na qual se tinha de mijar de joelhos no WC tal era a sua altura de pé direito. Muito ali ajoelhou e rezou Philippe Xis no seu primeiro ano de passeador de livros.
Nesse mesmo ano, e não querendo perder pitada, mesmo nada, saía até horas impróprias para a sua idade, mas orgulhava-se de estar ás 8 da matina na sala de aula. Mas o pobre diabo, frágil, não aguentava e numa qualquer aula de Matemática, lá adormeceu, chegando mesmo a derramar o famoso "pinguço", tal era a pedrada de sono. "Xis", "Xis" chamavam os amigos. Mas não favia forma de acordar. Eu vi.
Esses tempos passaram e foi adoptado por colegas mais velhos, mais experientes na vida mundana, com quem foi morar. Crê-se mesmo que Baterias,outro amigo do grupo, foi como um irmão mais velho para ele na abordagem das várias componentes sócio-afectivas, universitárias e no seu processo de maturação.
Rapaz dado a amizades, lá construiu o seu grupo de amizades, que por vezes trocava por qualquer jantareco manhoso de uns recentes conhecidos seus futeboleiros. Mas os amigos sempre lhe perdoaram em virtude da sua tenra idade e da sua natural imaturidade, não percebendo ainda o que era certo e errado.
Em termos de gaijedo, Philippe Xis lá se foi des(orientando). Pouco dado a cantigas do bandido, ainda assim encantou algumas, no seu estilo de encantador de serpentes. Recordo, entre outras, a moçoila das alheiras, uma atleta profissional de atletismo do Belenenses, umas estranhas de nome desconhecido com quem privava nos seus bares rasca de referência. No seu estilo envergonhado, de quem vai para lgum lado, mas não vai a lado nenhum, fazia dele um peluche nas mãos de devoradoras e experientes esfomeadas.
Nos estudos, depois de um arranque em falso, lá atinou e acabou por ser rei onde um dia quase foi escurraçado (como tantos outros!!!).
Mais tarde, já quase um homenzinho, foi morar com o Comichão, um artista de cinema juvenil e um, quarto elemento que não recordo. Nessa altura dava aulas em Manhoso. Esta sua etapa da vida foi crucial para passar finalmente de homenzinho a um verdadeiro homem.. Conhece Carrla Santas, que tambem leccionava na escola de Manhoso, e que era natural de Espeto. Depois de muitas peripécias, de falta de capacidade de assumir e dar o murro na mesa, eis que surpreende tudo e todos anunciando finalmente o seu enlace. Era de facto, o culminar do processo de maturidade de Philippe Xis. Tinha superado o último obstáculo e tornava-se assim másculo finalmente!!
Crê-se mesmo que do seu grupo de amigos MarGAITAnos poderá ser o proximo a dar o nó, seguindo-se a dois tristes que já tiveram que fazer o mesmo, pressionados vá-se lá saber por quem: primeiro Joãozinho d'Alegrete e depois Baterias. E digo que poderá ser o próximo tal foi a vontade com que a sua bela Carrla Santas apanhou (ou tentou apanhar!!) o ramo enviado pela recém casada Madame Sof Baterias.
Hoje está para os lados de Elairia, vendo a sua mais que tudo sempre que as freiras lhe permitem. Está convertido ao catolicismo, chegando mesmo, antes de iniciar as aulas, a obrigar os seus discípulos a cantar um Pai Nosso e duas Avé Maria como forma de aquecimento.
Visita regularmente sua mãe Dona Flor, que mora na sua terra natal Terra Negra.
P.S. Tal como as histórias anteriores, qualquer semelhança com a realidade não é pura coincidência!!!
O Contador de Histórias