Porque o silêncio também é uma forma de expressão...
Caros amigos Margaritenhos, depois de largos meses sem a transcrição de qualquer palavra no nosso blog, serve o presente post para traduzir o meu estado de espirito perante aqueles que foram e continuam a ser meus amigos (nota: a amizade é mais importante que qualquer coisa, que o silêncio, que as famosas farpas, que uma ou outra opinião mais contraditória sobre diferentes pontos de vista ou o estar ou não presente em qualquer encontro...é um sentimento).
É verdade que devido ao pouco tempo disponivel nunca coloquei neste blog os postes que por exemplo o Almeida e Serrote colocam (pensam vocês: "não interessa a quantidade mas sim a qualidade"), pois, mas mesmo assim, ultimamente e depois e aceso debate sobre um encontro de margaritenhos abstive-me de participar, não por a minha opinião não ter sido aceite, mas pela forma como as posições foram defendidas.
Meus amigos, a minha visão sobre aquele que foi para mim um constrangimento é o seguinte:
- Durante os cinco anos de Covilhã sempre me dei a vocês e partilhei com quase todos vocês (menos o Acácio que passava por outro paradigma) tudo o que era a minha/nossa vida académica, juntos nos bons e nos maus momentos.
- Sempre fizemos grandes incursões nocturnas, seja a diversos estabelecimentos comerciais, seja na borga ou no estudo (para não falar das tortulias mais ou menos acinzentadas realizadas num qualquer quarto à sexta-feira de manhã).
- Quem se lembra da primeira semana do caloiro, com noites passadas em branco, terminadas de casa em casa (tb no fim do mundo, não é Cruz) em busca de mantimentos que nos mantesse com forças para mais um dia.
- Quem se lembra das mil e uma voltas dadas num Fiat Punto a varias rotundas como se não houvesse amanhã.
- Quem não se lembra de ver o Salgueiro de costas para o Mundo na ANIL.
- Quem não se lembra de um Pilhas fugido e esbaforido na sua dialética de ida à Serra, em que o Prof. Almada o teve de ir buscar.
- Quem não se lembra das diversas incursões a Coimbra, Guarda e Viseu.
Pois é, muitos de vocês margaritenhos viveu comigo estas experiências sem dúvida enriquecedoras e que fez de nós aquilo que hoje somos.
Hoje, felizmente, muitos de nós vive num paradigma diferente. Por muito que queiramos existem coisas que não vamos voltar a fazer.
Hoje....
... o Serrote casou e tem uma filha...
... o Pilhas casou e tem uma filha...
... o Cruz vive em pecado com a sua Carrrrlinha...
... eu vivo em pecado mas já com um filho...(o que é mais grave)...lol
... Bidarra, Acácio e Tiago namoram, só mudaram de protagonistas...
...ah...esquecia-me do Almeida...tá mais atrasado, não mudou ainda de paradigma (talvez por isso seja o que escreve mais).
Como podem ver, muita coisa mudou e aqueles que ainda se regem pelo mesmo paradigma (sortudos ou não) têm de compreender isso para que todos nós possamos continuar a evoluir nas histórias, nas vivências e na amizade.
Para que todos nós possamos reflectir, aqui deixo esta carta aberta de coração aberto.
Cobra