quinta-feira, janeiro 31, 2008

Nova Imagem!

Margaritenhos:
Para ver se damos um safanão na inércia decidi mudar o visual do blog neste novo ano que já começou. Ano Novo, imagem nova, diâmica melhorada.
Contudo caso não gostem digam, pois tentarei criar uma imagem mais do vosso agrado. Por mim está bem, bolas muitas bolas para todos vocês!!
Abraços a todos

Meditem! Eu fiz o mesmo!

Caros Amigos:
Tenho-me batido muito pela ideia que tenho de Portugal, dos políticos e dos portugueses. Neste sentido, não podia estar mais de acordo com o que li escrito pelo falecido Eduardo Prado Coelho, no Público, e que encontrei num blog sampedrense. Parece que me tirou as palavras da boca. Claro que o fez com uma capacidade que eu não conseguiria, com uma qualidade que atesta o trabalho de crítico que teve ao longo de muitos . (não sei qual era a sua ideologia, nem me interessa).
É extenso, mas leiam até ao fim, pois vale a pena... e meditem. Talvez aí estejam algumas das respostas ao post do nosso amigo Filipe Serrote:

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo.

Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais o que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.

Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.

Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é muito chato ter que ler) e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser compradas, sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.

Como matéria-prima de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa.

Esses defeitos, essa CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA congénita , essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...

Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa.

E enquanto essa outra coisa não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados!

É muito bom ser português. Mas quando essa Portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda. Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um Messias. Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.

E você, o que pensa?.... MEDITE!

Eduardo Prado Coelho, in Público

segunda-feira, janeiro 14, 2008

União...??

Pois é amigo Serrote, o pessoal anda longe das lides internauticas. Sabes como é o pessoal farta-se de trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana, mais ou menos 365 por ano e não há cinco minutos da vida para os amigos. Não me choca nada ver o blogue quase sem nada escrito durante todo o mês de Dezembro e provavelmente Janeiro. Sabes como é, é difícil perder 5 minutos por semana, quando às vezes se gasta horas a ver emails, vídeos no youtube, redtube e afins. Tudo é mais importante que nos mantermos unidos, presentes, conhecidos…amigos. Palavras difícil…deixa cá pesquisar: “Amizade é um relacionamento humano que envolve conhecimento mútuo, seja real ou virtual, e que leva a uma estima e afeição. Amigos sentem-se bem na companhia real ou virtual, um do outro.” Bem, parece que isto já toda a gente sabia. Difícil não é dizer mas sim fazer. A verdade é que com a censura que anda (va) no blogue, também era difícil escrever…;-)
Vou deixar aqui os meus votos para 2008, e que espero alguns de vós (todos não, porque todos depois era muito chato tanta coisa escrita), vejam se concordam:

- Espero que não haja o II Encontro (assim o de Proença continua a ser o único)
- Espero que no jantar em Novembro não estejam todos (era muito chato e não há cadeiras)
- Espero que não apareçam para ai posts de pessoas que não estamos à espera (depois era uma surpresa danada e os corações não aguentavam)

Agora a sério, deviamos reflectir todos e parar para pensar um bocadinho. Temos uma coisa boa que não preservamos. União. Pensem nisso.